29 de out de 2012

Por que não preservar?


“O maior desafio tanto de nossa época como do próximo século é salvar o planeta da destruição. Isso vai exigir uma mudança nos próprios fundamentos da civilização moderna – o relacionamento dos seres humanos com a natureza.” (Mikhail Gorbachev)
Ate a segunda metade do século XVIII homem e natureza possuíam uma relação praticamente harmônica, porém com o desencadeamento da Primeira Revolução Industrial, inicialmente dada na Inglaterra, o cenário parece adentrar em um processo de transformação, onde antes prevalecia o equilíbrio nas relações entre os indivíduos e o meio ambiente, agora parecia que homem e natureza não conseguiam mais dividir o mesmo espaço.
Nota-se que nas ultimas décadas com a industrialização e a integração econômica alcançando níveis globais, a degradação do meio ambiente atingiu uma situação alarmante e, no Brasil não poderia ser diferente, a ação humana vem provocando danos irreversíveis no nosso ecossistema.

De acordo com Little (2001, p.107)
O surgimento de inúmeros problemas ambientais nas ultimas décadas- tais como contaminação do ar e da água nas cidades, novas epidemias, secas prolongadas, enchentes  devastadoras, intensos incêndios florestais, perda da qualidade do solo, para só mencionar alguns- teve a função de nos despertar de nossa arrogância humana e aceitar, mais uma vez, que no fundo somos animais com necessidades físicas e que a nossa sustentação depende, em ultima instância, do meio natural. Assim o retorno da problemática ambiental ressuscitou os velhos temas da sobrevivência humana  e das formas de adaptação, e os colocou no centro cenário econômico e político.

Muitos problemas ambientais estão relacionados a necessidades que certa sociedade possui em relação a algum produto, e para atender a suas necessidades a sociedade acaba algumas vezes interferindo no ambiente, ocasionando alterações nas suas condições e na qualidade.  De certa forma os problemas ambientais acabam tentando buscar uma justificativa na relação entre demanda e produto, fazendo com que passamos a ver este terrorismo ambiental como algo necessário para a nossa sobrevivência.
No entanto, vale lembrar que todos os impactos ambientais podem ser minimizados ou mesmo os seus efeitos podem ser diminuídos, cabe dizer também que homem e natureza podem sim dividir o mesmo espaço, visto que somos apenas atores, secundários, deste imenso cenário, onde tiramos exatamente tudo para nossa sobrevivência. 
Ao longo de milhões de anos a natureza criou grandes riquezas que agora financiam sua própria destruição. Por milênios o homem construiu a sabedoria de interagir com a floresta e que agora vem sendo demolida. Há décadas a fome do homem moderno vem consumindo tudo à sua frente, ainda que acabe devorando a ele mesmo. Poucos anos, porém, é tempo que nos resta para mudar essa realidade e para que evitemos que tudo isso seja irreversível.


Referências:
Manual compacto de geografia do Brasil: ensino médio/ Equipe Riddel. –São Paulo: Rideel, 2010.
Postado por: Jacson Dreyer Schumacher 

Um comentário:

  1. Você parece ter feito uma boa pesquisa, mas o tema está um pouco fora do contexto que havíamos proposto para esta semana. O tema a ser abordado era "conflitos ambientais no campo"!

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