Entrevista com Jorge Trindade - Jorjão, Geógrafo e Vereador em Santa Maria, RS sobre o Novo Código Florestal
Grupo: Alice Poche, Denise Machado, Giovana Silveira, Larissa Oliveira, Mederson Fagundes
10 de dez. de 2015
4 de dez. de 2015
O novo código florestal - SMPA
Entrevista a Secretaria Municipal de Proteção Ambiental
Entrevistado: Thomas - Engenheiro Florestal.
https://www.youtube.com/watch?v=MsDn9RbPM3A
Grupo: Caroline Ribeiro, Lucas Rademann, Marcelo Zanatta, Matheus Bolzan, Richard Kohler, Vagner Duarte.
Entrevista a Secretaria Municipal de Proteção Ambiental
Entrevistado: Thomas - Engenheiro Florestal.
https://www.youtube.com/watch?v=MsDn9RbPM3A
Grupo: Caroline Ribeiro, Lucas Rademann, Marcelo Zanatta, Matheus Bolzan, Richard Kohler, Vagner Duarte.
Tragédia dos comuns
Caroline Ribeiro
Constantemente convivemos
com situações dirigidas por ações típicas da tragédia dos comuns e consequentemente
sofremos com o reflexo destas atitudes. Um exemplo simples é pensar que irei
jogar um papel no chão, ou melhor, na rua um lugar público ao em vez
de guardar até a próxima lixeira, afinal é só UM papelzinho.
A questão é que
muitos pensam desta forma, sendo assim, o que era para ser apenas um papel tornam-se
vários papéis jogados por milhares de pessoas, que inocentemente ou não,
pensavam serem os únicos a tomar tal atitude resultarão em inúmeras quantidades
acumuladas de papeizinhos entupindo bueiros, dificultando o escoamento da água,
gerando enchentes e muito transtorno.
Hardin (1965) com seu artigo
The tragedy of the commons, defende que, uma vez que a comunidade não sabe desfrutar
corretamente dos bens comuns, a melhor solução seria a privatização dos mesmos,
pois assim todos sairiam ganhando podendo usufruir de maneira correta de tal
bem.
Embora em algumas situações
a privatização melhore certos aspectos, como é o caso de inúmeras rodovias
federais e estaduais, isto tudo tem um preço, e muitas vezes o preço é alto. Ou
seja, a privatização está longe de ser um recurso que irá solucionar nossos
problemas.
Solucionar problemas é uma
tarefa sempre difícil, mas acredito que o mínimo de informação em relação ao
significado da privatização, ou ainda, a compreensão de que os recursos
naturais são finitos, de repente começaria a ajudar as pessoas mudarem um pouco seus pensamentos. Ao em vez de consumir todos os recursos naturais começar a preserva-los garantindo um futuro para toda a humanidade.
A
TRAGÉDIA DOS COMUNS
O
conceito foi popularizado por Garret Hardin no ensaio "The Tragedy of the
Commons", publicado em 1968 na revista científica Science. No artigo,
Hardin faz uma análise crítica sobre os problemas causados no uso de um bem
comum. Os problemas em questão estão no mal uso dos bens de consumo, pois o comportamento
humano numa área comum, na sua grande maioria, é sempre tentar se beneficiar ao
máximo, fazendo o mínimo de esforço para preservá-lo e extrair o máximo de
vantagem que conseguir. As consequências desses atos é a total
escassez ou perda de algum recurso natural.
Hardin afirma que pra esses problemas não existem soluções por meios técnicos, mas uma das soluções seria a conscientização social a cerca das questões ambientais. Nessa questão entra um problema social: a educação. Um alternativa para a tragédia dos comuns seria o uso da educação como forma preventiva ao uso abusivo dos recursos naturais, ensinando a preservação do meio ambiente e o pensar coletivo.
A
sociedade é cada vez mais consumista, individualista, dependente dos recursos naturais e bens
de consumo. Não se pensa a longo prazo, nas consequências que a superexploração
pode trazer, porque o ganho da exploração é imediata. Só que hoje em dia já estamos sentido as consequências do uso desenfreado dos recursos naturais. O caso do rompimento da barragem em Mariana é um exemplo recente das grandes consequências que o mal uso dos bens de consumo traz e o grande impacto ambiental que vai ficar anos assombrando a natureza.
Por: Anderson Lucas Gonçalves.
3 de dez. de 2015
A tragédia dos comuns
Os
conflitos
entre interesses induviduais e o bem comum, no uso de recursos
naturais, finitos é,
segundo Garrett Hardin, uma “tragédia dos comuns”, ou dos bens
comuns. A
sociedade atual parece desconher o significado de coletividade, o
que agrega o individualismo
e a privatização como resposta da superexploração e em prol do
capital.
Para
Hardin, toda esse conflito não tem solução técnica e sim
reeducação social, com a conscientização de que existe um valor
significativo no termo sociedade, onde
a colaboração é mútua. Esse é o maior problema da população do
planeta, dá-se mais importância a um simbulo econômico do que as
reais necessidades do ser humando, onde a ganância fala mais alto
que a inteligência e o capital torna-se mais importante que a
natureza. É implantado no cérebro das pessoas um desejo incessante
de ser melhor e adquirir mais, o que reflete na indiferença social.
Há inúmeras ocasiões onde se pode destacar a trajédia
citada acima, no entanto na teoria de
Hardin,
existem duas alternativas de mudança, a privatização e a
propriedade estatal, ambas
tem consequências.
Enquanto
é público, as pessoas despediçam como se não houvesse
consequências para suas ações e no memento que algo se torna
privado há um maior cuidado, devido a prestação de contas.
Ainda
acredito
que a
melhor alternativa é a educação, pois em uma sociedade que é
priorizado o meio onde se vive, certamente o enfoque maior será nos
cuidados para manter esse privilégio que é tê-lo. Educar e ensinar
o espirito de pertencimento, no qual somos parte da terra e não
proprietários da mesma, se assim for toda a vez que formos degradar
ou utilizar dos beneficios naturais teremos consciência da
importância e das necessidades futuras, não apenas dos humanos, mas
do sistema inteiro.
Eduarda Marques
O novo código florestal - CONDEMA
Entrevistado: Luiz Geraldo Cervi
Eng. Florestal/ Núcleo de coordenação do condema
Componentes: Alessandra Soares, Anderson Gonçalves, Eduarda Marques
Eng. Florestal/ Núcleo de coordenação do condema
Componentes: Alessandra Soares, Anderson Gonçalves, Eduarda Marques
Decrescimento Econômico
No artigo de Joan Martinez Alier intitulado Decrescimento
econômico socialmente sustentável, o autor afirma que após a crise econômica de
2008/09, os países ricos têm a oportunidade de mudar a trajetória da economia
em relação aos fluxos de energia e materiais. Pois em sistemas industrializados
o crescimento da produção e do consumo
implicam no crescimento da extração e da destruição final dos combustíveis
fósseis. As teorias sobre o decrescimento econômico iniciaram há 30 anos atrás
tendo como pioneiro Nicholas Georgescu-Roegen, o qual preocupado com a sobrevivência da vida na
Terra, evidenciou a relação entre a lei da entropia e os processos econômicos,
afirmando que o decrescimento é um processo inevitável para um desenvolvimento
realmente sustentável. Assim, o decrescimento se enquadra na ideia de uma
ecologia profunda, que conduz a ponderar a preocupação ecológica no meio da preocupação
social, política, cultural e espiritual da vida humana. Oferecendo uma proposta
radical contra o crescimento apenas pelo crescimento (lógica capitalista), o
decrescimento se torna uma força antissistema que cresce muito nos últimos
tempos, pois o mesmo abrange necessidades humanas e não apenas as necessidades de acumular capital. Conclui-se
então que o decrescimento seria uma evolução positiva, pois o mesmo nos força a
sermos mais contidos em relação ao consumo, e que os ditos “ países
economicamente desenvolvidos” reduzindo
o consumo teriam um impacto extremamente positivo na justiça ambiental. Porém
em um mundo onde o sistema de acumulação de capital impera, frear o crescimento
econômico em prol de um mundo com mais sustentabilidade seria possível?
Fontes:
Postado por: Laís Regina Negrini
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