16 de nov. de 2012

Código Florestal intrumento de preservação do Meio Ambiente

           Principalmente a partir do século XX, a criação de áreas protegidas surge como reação da sociedade frente aos problemas ambientais e a preocupação com a conservação da biodiversidade do planeta. Isso deve em razão da intensa utilização dos recursos naturais pelo homem, as quais tem gerado transformação na paisagem.                                                    
           Diante disso, em 1934, foi criado o Código Florestal Brasileiro, com o objetivo de tentar preservar parte da vegetação nativa dentro de propriedades privadas, já que o governo não tinha estrutura suficiente para fiscalizar todos os territórios públicos. Porém, a falta de fiscalização junto aos imóveis, além do descontrole sob a invasão de terras públicas, fez com que grande parte dos proprietários descumprisse ou ignorasse tais leis.                                              
           Com isso, em 1965, o código sofreu algumas mudanças, buscando aumentar essa proteção. O código nunca foi comprido plenamente, todos nós sabemos, porém ele legisla sobre alguns pontos muito importantes como a definição de Área de Preservação Permanente (APP), as quais são áreas frágeis como beiras de rio, topos de morros e encostas íngremes, impedindo estas áreas de serem ocupadas; e Reserva Legal (RL), área nativa que deve ser preservada em uma propriedade rural, para essas áreas ficou definido que de acordo com o tipo de bioma seria o tamanho da área preservada: de 50% das áreas na região amazônica e 20% das áreas nos demais biomas.
           Já em 1996, devido aos altos índices de desmatamento nos biomas brasileiros, o Código Florestal foi reformulado, com leis mais rigorosas de proteção ao meio ambiente. As mudanças mais significativas foram às novas porcentagens de preservação: 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nos demais biomas. Além disso, a fiscalização foi intensificada. Gerando grandes discussões a esse respeito.
            Nos últimos anos temos acompanhado os debates sobre as novas alterações do Código Florestal Brasileiro, as quais continuam gerando muita polêmica. Entre essas mudanças podemos destacar algumas que afetam diretamente os recursos hídricos.                                    
           Tucci & Mendes (2006 apud TUNDISI e TAKAKO, 2010) destacam que as florestas ripárias e os mosaicos de vegetação que compõe as bacias hidrográficas são essenciais para os ciclos hidrogeoquímicos e do ciclo hidrológico. E a retirada de tais florestas consequentemente trará impactos significativos na qualidade da água e nos serviços ambientais em geral e dos ecossistemas aquáticos. As áreas alagadas também são de grande relevância, pois são fundamentais como sistema tampão para controle de enchentes, redução de fósforo e nitrogênio, redução de metais pesados e toxinas cionobactérias. 
           Ou seja, a remoção dessas áreas alagadas, florestas ripárias e da vegetação que compõe as bacias hidrográficas trarão prejuízos enormes, pois haverá aumento das áreas agrícolas comprometendo no futuro a reposição de água nos aquíferos, qualidade de água superficial, perda de solo, ameaças á saúde humana e degradação dos mananciais exigindo sistemas de tratamento sofisticados e de alto custo. 
           Por isso a preservação destas áreas é fundamental na proteção dos recursos hídricos, assim como a gestão de bacias hidrográficas e as leis do Código Florestal. Mesmo estas leis muitas vezes só vigoram no papel, elas contribuem para se tenha um maior controle sobre a exploração do meio ambiente.                                                                                                          
           Creio que o Código Floresta Brasileiro está muito longe de ser cumprido e de ser “perfeito”, porém a muitas destas leis são vitais para a manutenção da biodiversidade e dos serviços ambientais, os quais são fundamentais para a qualidade de vida da população. E se não preservarmos e cuidarmos do que resta, seja através da imposição leis ou não, certamente o modo de vida das pessoas será afetado radicalmente. Afinal todos nós sabemos que os recursos naturais são finitos e se continuar no ritmo exagerado de exploração destes recursos, o resultado final não será nada promissor.

Sugestão:
Vídeo do You Tube: Comentário sobre o Novo Código Florestal:
 http://www.youtube.com/watch?v=2211RzwljMY

REFERÊNCIAS:
CARADORI, Rogério da Cruz,. O Código Florestal e a Legislação Extravagante – Teoria e a Prática da Proteção Florestal. São Paulo: Atlas, 2009.

BRASIL. Lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm>. Acesso em: 15 nov. 2012.
_______. Lei nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965. Disponível em: <http://www.enge.com.br/lei4771_65.pdf>. Acesso em: 15 nov. 2012.

TUNDISI, J.G. & MATSUMURA,Tundisi, T.M. Impactos potenciais das alterações do Código Florestal nos recursos hídricos. Biota Neotrop. 2010, 10(4): 67-76. Disponível em: <http://www.biotaneotropica.org.br/v10n4/pt/fullpaper?bn01110042010+pt>.Acesso em: 15 nov. 2012.

Código Florestal nos recursos hídricos. Biota Neotrop. 2010, 10(4): 67-76. Disponível em: <http://www.biotaneotropica.org.br/v10n4/pt/fullpaper?bn01110042010+pt>. Acesso em 15 nov. 2012.

WIKIPÉDIA – Novo Código Florestal Brasileiro. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_C%C3%B3digo_Florestal_Brasileiro>. Acesso em: 15 nov. 2012.

Postado por: Patrícia Ziani

Sistema Nacional de Recursos Hídricos: o descaso de Belo Monte

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, é uma hidrelétrica central que está sendo construída no Rio Xingu (desde 23 de junho de 2011), nas proximidades do município de Altamira, no Estado do Pará. Sua potência instalada será de aproximadamente 11.233 MW, todavia, inicialmente operará com apenas 4.500W, ou seja, aproximadamente 10% do consumo nacional. No quesito potência, a Usina de Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, perdendo apenas para a Usina de Três Gargantas (China) e a Usina de Itaipu (Brasil-Paraguai); esta hidrelétrica será a maior inteiramente brasileira.
Esta obra, é executada pelos engenheiros de forma "inteligente", ou seja, a Belo Monte poderá gerar energia com baixo impacto socioambiental e com a menor área alagada possível (502,8 Km²). Esta usina será uma hidrelétrica de "fio d' água"; ou seja. quando a vazão é pequena ela gera menos energia. Ela não possui enormes reservatórios de reserva, como a Hidrelétrica de Itaipu, por exemplo.
Mas se parar  para refletir,  apesar de ser implantada de um forma "inteligente", será que realmente esta hidrelétrica causará um baixo impacto em todo o seu redor?  Obviamente, não. Qualquer obra, seja ela de pequena escala, média ou grande, de uma certa forma ela sempre prejudica as características naturais do local a ser afetado; nunca mais essa área conservará ou voltará a ter seus traços característicos.

O que diz a Mídia...
"A obra não terá impacto direto sobre terras indígenas, mas haverá impacto indireto, embora não esteja prevista remoção de seus habitantes. Haverá mudança de vazão na área da Volta Grande do Xingu, mas o hidrograma  proposto pelo estudo de impacto ambiental da obra garante as condições adequadas para a manutenção do modo de vida das etnias Juruna e Arara (indígenas), que habitam a área conhecida como Volta Grande do Xingu. Quanto a realocação de pessoas, Belo Monte vai deslocar algumas centenas de moradores ligados à agricultura e cerca de 2 mil famílias de Altamira, que vivem atualmente em situação precária. Suas casas (palafitas), ficam com água sob o piso no período de cheia do rio, e com lama na época da seca. Nesses ambientes, as crianças brincam e os moradores fazem suas necessidades, porque não há saneamento. Todos serão indenizados. Os agricultores serão transferidos para agrovilas e os moradores irão para casas com infraestrutura urbana e saneamento, em local com equipamentos públicos, como escolas e áreas de recreação e lazer. "
E de que adianta a mídia persistir nisso, se as pessoas que vivem nestas áreas não vai se adequar a esta nova vida? Todos sabemos, que onde se fixa nossas origens, elas persistem ali até a morte. Com certeza se essas pessoas realmente forem retiradas dali, com certeza elas não se adaptarão aos novos costumes que terão de enfrentar. Claro, sabemos que nessas condições de saneamento zero, é horrível, que eles merecem o mínimo de conforto e saneamento básico, todavia, devemos entender, que ali é o lugar deles, e isso ninguém poderá mudar.

Conflitos Indígenas...
Essas lutas, já vem sendo protagonizadas desde o ano de 1989, ou seja quase 25 anos antes da usina começar a sair do papel. Os movimentos sociais e as lideranças indígenas  são contrários à obra porque consideram que os impactos socioambientais não estão suficientemente dimensionados. Exemplos infelizes dessa situação é a construção das Usinas Hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), nas décadas de 70 e 80. Desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terras e destruíram a fauna e a flora dessas regiões. 
Então a partir desses casos, que ocorreram no passado, é impossível não temer que isso possa ocorrer em Belo Monte!! Com certeza, o que os ambientalistas prometem, em parte não será cumprido, e os ribeirinhos bem como os indígenas serão os mais afetados em virtude desta grande obra. Por isso, esses conflitos permanecerão por um bom tempo, até que tudo se resolva e a população tenha a certeza em 100% de que eles não serão prejudicados em grande escala pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte.



Abaixo, você pode assistir um documentário que conta toda a trajetória da Usina de Belo Monte. Vale a pena conferir!



Referências Bibliográficas...

Blog Hidrelétrica de Belo Monte. Disponível em: <http://www.blogbelomonte.com.br/usina-belo-monte/>. Acesso em: 16 nov. de 2012.

GeoBau - Caracteres sobre Geografia e afins. Série Belo Monte. Disponível em: <http://marcosbau.com.br/geobrasil-2/hidreletrica-de-belo-monte-rio-xingupa/>. Acesso em: 16 nov. de 2012.


Postado por: Daniélli Flores Dias

12 de nov. de 2012



AVALIAÇÃO GERAL DAS POSTAGENS SOBRE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL


O tema desta semana não ajudou muito na criatividade de vocês, pois, como já me referi em aula, a quase totalidade das   postagens  visualizou   exclusivamente   a  aplicação empresarial do conceito de SGA.

Mesmo discutindo o SGA a partir de uma perspectiva exclusivamente empresarial e muito ligada à ideia de certificação (ISO 14.001), penso que poderiam ter sido explorados mais exemplos de Sistemas adotados por diferentes tipos de empresas, o que poderia ter enriquecido nosso conhecimento sobre o assunto.

Com um pouco mais de pesquisa para fundamentar as postagens e um cuidado maior na formatação das mesmas (revisão do texto, uso adequado de imagens, equilíbrio de cores e tamanho das fontes), tenho certeza de que a qualidade de nossas postagens tenderão a melhorar bastante nas próximas semanas.

Uma dica importante para as próximas postagens, é o seguinte: antes de começar a escrever o texto, deem uma lida naquilo que os colegas já postaram sobre aquele tema, para não ficar repetindo idéias ou figuras já publicadas, o que acaba comprometendo a originalidade da publicação.

Está no e-mail da disciplina o quadro com as notas desta semana e um arquivo onde estabeleço os parâmetros de correção das postagens, para ajudar vocês na elaboração das próximas.

Adriano

8 de nov. de 2012

Sistema de gestão ambiental



O termo sustentabilidade, e que atualmente a cada dia vem ganhando mais e mais destaque, não escapa de um único discurso de um político ou de grandes empresas. Teve grande efeito em empresas que buscam diminuir impactos ambientais e melhorar sua convivência com o meio ambiente.
Assim dando origem ao Sistema de gestão ambiental, que tens como objetivo; através de uma organização, ter um controle sobre possíveis impactos ambientais e ao mesmo tempo diminuído sua degradação ambiental e buscando conviver em harmonia com o meio ambiente.  
O SGA (Sistema de gestão ambiental) atualmente é muito visado por grandes empresas, devida a grande importância em preservar o meio ambiente.  As empresas buscam a implantação do SGA, devido aos benefícios que eles podem trazer e ao mesmo tempo ter uma “boa” imagem frente à sociedade, como uma empresa que se preocupa com o meio ambiente.
Alguns benefícios que o SGA tem como metas trazer para organizações que venham a implantá-lo são: diminuir impactos ambientais, economia no uso de recursos energéticos e matéria prima, aumentar a conscientização dos empregados em relação ao meio ambiente, melhoria da imagem da empresa.

Para exemplificar melhor a pratica do SGA, analisemos a implantação feita pela empresa Ambev. Em seu site, é relatado quê, “O Sistema de Gestão Ambiental da Ambev segue o Princípio da Precaução”, o que isso significa? Segundo a ONU que não importa mesmo que comprovado cientificadamente que não tem risco, deve-se ter preocupação com o ambiente a saúde humana.
            A Ambev tem três sistemas de organização, “(1) redução da captação de água e do consumo de energia, (2) aumento do índice de reciclagem dos resíduos e (3) diminuição na emissão de poluentes”. Para ocorrer com eficiência cada sistema, a Embev conta com um gerente de meio ambiente em cada empresa.
            Para comprovar a veracidade funcional do SGA, é disponibilizados dados pela empresa. “Entre 2002 e 2009, a Ambev reduziu em 27,2% o índice geral de utilização de água para produção de bebidas. Nos últimos 10 anos, o índice de consumo de água caiu mais de 33%. Entre 2010 e 2011, o volume de água economizado nas unidades seria suficiente para abastecer por um mês cerca de 580 mil pessoas, mais do que população de Florianópolis (SC).”.
            É salientado que, houve a substituição de fontes de energia não renováveis por renováveis, e devido a esse procedimento também ocorreu uma diminuição de emição de CO2 para a atmosfera.
            A utilização SGA, tem como meta melhorar a política de convivência de empresas com o meio ambiente, diminuir redução de dano ambientas, buscamos um futuro que possamos viver em harmonia com a natureza. A relação homem e meio ambiente necessita encontrar um equilibro para manter uma coexistência a longo prazo sem causar a extinção de nenhuma delas.

Vídeo "O gerente da fábrica da Ambev em Jacareí (SP), Luis Fernando Alan de Mello, explica o sistema de cogeração de energia e suas vantagens para o meio ambiente".:  http://www.youtube.com/watch?v=yrBVSkAG_fk 



Fontes: http://www.ambev.com.br/pt-br/valores-ambientais/gestao-ambiental/sistema-de-gestao-ambiental-da-ambev

http://www.rcc.gov.pt/SiteCollectionDocuments/SistemasGest%C3%A3oAmbiental.pdf 

Nome: Gustavo Herrmann

6 de nov. de 2012

Sistema de Gestão Ambiental e o ISO 14000


  O sistema de gestão Ambiental (SGA) é uma estrutura de organização, que permite que as empresas avaliem e controlam seus impactos ambientais, podendo assim, tentar resolver e prevenir problemas ambientais decorrentes da realização de suas atividades, produtos ou serviços, reduzindo ao máximo o impacto ambiental de suas atividades econômicas nos recursos oferecidos pela natureza, visando sempre à sustentabilidade. O SGA são diretrizes criadas para programar políticas ambientais em uma determinada empresa ou unidade de produção.
            Para a implantação do SGA, a empresa deve passar por algumas fases, sendo elas: definição e comunicação do projeto (fazer um documento que detalhe as bases do projeto), planejamento do SGA (planejamento do sistema com a revisão ambiental), instalação do SGA, auditoria e certificação. Lembrando que qualquer empresa pode implementar o SGA, e depois de sua implementação a impressa pode tramitar a sua certificação.
            Quando uma empresa implanta o SGA, ela assume metas e compromissos em seu desempenho ambiental, fazendo planejamento dos impactos ambientais decorrentes de suas atividades, realizando o serviço de monitoramento e correção das suas ações, visando sempre que seus objetivos e metas sejam alcançados, mas esse desenvolvimento e execução de suas ações visam também, atingir objetivos e metas ambientais, e a revisão do SGA pelo comando superior da empresa para melhor adequação e efetividade. Enfim, a empresa está sempre em melhora contínua, mas para essa melhora ser concreta, as empresas devem colocar em prática o SGA, e não só na teoria do papel, se detendo a cumprir as regras e tendo a preservação dos recursos naturais sempre em mente e com prioridade, não pensando somente na questão econômica, mas também na ambiental.
            O SGA garante a uma empresa maior segurança de trabalho; qualidade nos produtos, serviços e processos; economias pela redução de consumo de água, energia e matéria-prima; aumento de mercado, pois chama atenção de novos clientes; melhora a imagem e processo da empresa; possibilita um futuro mais promissor e permanência da empresa; garante um ótimo histórico ambiental. A adoção da gestão ambiental traz importâncias diversificadas para as empresas participantes, a primeira impressão é associada à imagem de preservação ambiental e gerenciamento de forma correta, ainda melhora suas relações de comércio com outras empresas que adotam os mesmos princípios, têm uma redução de custos, pois reutilizam os materiais que antes eram descartados, evitando assim, o desperdício.
            O ISO 14000 são normas técnicas e administrativas, criadas para empresas públicas e privadas, que estabelecem parâmetros e diretrizes para o sistema de gestão ambiental, foram criadas pela International Organization for Standardization, sendo Organização Internacional para Padronização, os conhecidos ISO. Objetiva diminuir o impacto das empresas, através de seus meio de produção no meio ambiente.        
            O certificado ISO 14000 garantem que a empresa tem responsabilidade com o meio ambiente, ele é obtido quando a empresa segue as normas indicadas e implanta os processos indicados, isso garante uma valorização de seus produtos e marcas. Para ter o certificado, é necessário que a empresa se submeta a auditorias periódicas nacionais e internacionais, além de seguir as legislações ambientais do país, seguir as normas, fazer o diagnóstico dos impactos ambientais causados, e a partir disso, aplicar formas que diminuam os danos causados.
            Mesmo com a preocupação das empresas com a degradação ambiental, ela continua em ritmo crescente, há a questão de se realmente toda essa teoria é coloca em prática ou ela está só no papel. E que mesmo algumas empresas buscando a sustentabilidade, a relação de melhorias por demanda, tanto de produtos como de serviços, é muito pequena, o desenvolvimento econômico tem mais força do que o cuidado com a degradação do meio ambiente e a preservação dos recursos naturais.  

Referências: 

LUIZ MELLO. Sistema de Gestão Ambiental. Disponível em: <http://www.luizmello.eng.br/Apostila%20Completa.pdf>. Acesso em 05/11/2012.
SUA PESQUISA. Sistema de Gestão Ambiental. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/gestao_ambiental.htm>. Acesso em 05/11/2012.
UNIVERSO AMBIENTAL. Sistema de Gestão Ambiental. Disponível em: <http://www.universoambiental.com.br/novo/artigos_ler.php?canal=6&canallocalsu2=28&id=65>. Acesso em 05/11/2012.
SUA PESQUISA. Isso 14000. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/o_que_e/iso_14000.htm>. Acesso em 05/11/2012.

Postado por: Helena Maria Beling.

5 de nov. de 2012

O PREFIXO ISO



Vamos definir Sistema de gestão Ambienta (SGA), segundo a NBR ISO 14001, como a parte do sistema de gestão que compreende a estrutura organizacional, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e os recursos para aplicar, elaborar, revisar e manter a política ambiental da empresa. Vamos dar um foco para as normas ISO, o prefixo se refere à igualdade, mas que tipo de igualdade, aqui levamos em consideração a igualdade entre as questões ecológicas e antropocêntricas, obviamente ISO é considerada a abreviatura para International Organization for Standardization, mas vejamos o por que liguei ambas interpretações. A ISO é uma organização de origem Suíça criada para o fim desenvolver normas de fabricação, comércio e comunicações, o Brasil participa da ISO através da nossa famosa ABNT. Para nós especificamente vamos focar na ISO 14001, o objetivo principal desta é ser uma referência para a gestão ambiental, homogeneizando a linguagem das normas nacionais e regionais em nível internacional. Esta capacidade que as empresas tem de gerir as relações entre o homem e o meio ambiente deveria ter um denominador de igualdade, onde se extrai a matéria-prima, produz, comercializa, utiliza, descarta e de que forma se da todas estas etapas partindo da natureza. De uma forma geral, usualmente o que vemos são empresas que “adotam” o padrão ecológico, “respeitando” as normativas, mas que se formos averiguar utilizam de variados prefixos para expor seu produto ou serviço, como “politicamente” correto, quando na verdade o que está em voga é somente a forma pela qual a empresa irá tirar seu lucro as custas da ingenuidade dos seus clientes, não havendo de fato a preocupação com o meio ambiente ou então com a própria preservação da saúde dos funcionários/explorados que trabalham nas fábricas e locais de recolhimento da matéria bruta para transformação. Essa portanto, ainda não é a igualdade ideal para a sobrevivência do Planeta Terra.

REFERÊNCIAS:

- Disponível em:
http://www.universoambiental.com.br/novo/artigos_ler.php?canal=6&canallocal=10&canalsub2=28&id=65. Acesso em: 05 nov. 2012.

- Disponível em: http://www.eps.ufsc.br/disserta98/bogo/cap3.html. Acesso em: 05 nov. 2012.

 Autora: Adriele da Rosa Krüger

A aplicação do ISO 14000/01 em Sistemas de Gestão Ambiental nas empresas do Brasil

           
           O principal princípio da gestão ambiental é a busca permanente de melhoria da qualidade ambiental dos serviços, produtos e ambiente de trabalho de qualquer organização pública ou privada. Busca permanente da qualidade ambiental é, portanto, um processo de aprimoramento constante do sistema de gestão ambiental global de acordo com a política ambiental estabelecida pela organização.
ISO - International Standardization for Organization é uma organização não-governamental com o objetivo de ser o fórum internacional de normalização, para o que atua como entidade harmonizadora das diversas agências nacionais. 
Além dos objetivos oriundos da norma ISO, em complemento, na prática, observam-se outros objetivos que também podem ser alcançados através da gestão ambiental, a saber: 
·         Gerir as tarefas da empresa no que diz respeito a políticas, diretrizes e programas relacionados ao meio ambiente e externo da companhia;
·         Manter, em geral, em conjunto com a área de segurança do trabalho, a saúde dos trabalhadores;
·    Produzir, com a colaboração de toda a cúpula dirigente e os trabalhadores, produtos ou serviços ambientalmente compatíveis;
·   Colaborar com setores econômicos, a comunidade e com os órgãos ambientais para que sejam desenvolvidos e adotados processos produtivos que evitem ou minimizem agressões ao meio ambiente.

ISO 14.000 é fornecer assistência para as organizações na implantação ou no aprimoramento de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Ela é consistente com a meta de “Desenvolvimento Sustentável” e é compatível com diferentes estruturas culturais, sociais e organizacionais. 

Objetivos Gerais:

·         Estabelecer a criação, manutenção e melhoria do sistema de gestão ambiental e das áreas envolvidas em seu entorno.
  • Verificar se a empresa está em conformidade (de acordo) com sua própria política ambiental e outras determinações legais;
  • Permitir que a empresa demonstre isso para a sociedade;
  • Permitir que a empresa possa solicitar uma certificação/registro do sistema de gestão ambiental, por um organismo certificador (empresa que dá o certificado) externo.
As organizações podem considerar diferentes usos da série ISO 14.000:
·         1. Usando a ISO 14.000 - Diretrizes para Princípios, Sistemas e Técnicas de Suporte, ou parte dela, para iniciar e/ou aprimorar seu SGA. A ISO 14.000 não é destinada ao uso por entidades de registro.
·         2. Usando a ISO 14001 - Especificação do Sistema de Gestão Ambiental, para alcançar certificação por terceiros. A ISO 14.001 é destinada ao uso por entidades de registro.
·         3. Usando a ISO 14.000 - Diretrizes ou a ISO 14.001 – Especificações, para reconhecimento de segunda parte, entre contratados, o que pode ser apropriado para algumas relações comerciais.
·         4. Usando documentos ISO pertinentes.

Há também objetivos específicos da gestão ambiental, claramente definidos segundo a própria norma NBR-ISO 14.001 que destaca cinco pontos básicos.

·         Implementar, manter e aprimorar um sistema de gestão ambiental;
·        Assegurar-se de sua conformidade com sua política ambiental definida;
·         Demonstrar tal conformidade a terceiros;
·     Buscar certificação/registro do seu sistema de gestão ambiental por uma organização externa;
·      Realizar uma auto-avaliação e emitir auto-declaração de conformidade com esta Norma. 

Algumas empresas que possuem ISO 14000/14001:

3M DO BRASIL LTDA. - UNIDADE ITAPETININGA
3M DO BRASIL LTDA. - UNIDADE RIBEIRÃO PRETO
3M DO BRASIL LTDA. - UNIDADE SUMARÉ 
ABB - ASEA BROWN BOVERI - UNIDADE BETIM
ABB - ASEA BROWN BOVERI - UNIDADE CACHOEIRINHA
ABB - ASEA BROWN BOVERI - UNIDADE CAMAÇARI
ABB - ASEA BROWN BOVERI - UNIDADE GUARULHOS
ABB - ASEA BROWN BOVERI - UNIDADE OSASCO 
BAYER S/A - UNIDADE PORTO ALEGRE 
BUNGE FERTILIZANTES S/A - UNIDADE ARAXÁ
BUNGE FERTILIZANTES S/A - UNIDADE CUBATÃO
COMPANHIA IGUAÇU DE CAFÉ SOLÚVEL /IGUAÇU COMERCIAL DE CAFÉ LTDA - SP
COMPANHIA IGUAÇU DE CAFÉ SOLÚVEL /IGUAÇU COMERCIAL DE CAFÉ LTDA – PR..., entre muitas outras.
            No gráfico abaixo podemos ter uma aplicação do ISO14000/14001 por regiões do Brasil expressa por porcentagem, e a certificação por setores.



Fontes Bibliográficas:

Postado por: Ismael Hoppe.