5 de nov. de 2012

Sistemas de Gestão Ambiental no Banco do Brasil


   A implementação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) consiste em um atendimento que adere a cinco requisitos básicos:

- existência de uma política ambiental pública que demonstre o compromisso da administração da empresa visando a melhoria do desempenho ambiental;

- identificação, exame e avaliação dos impactos ambientais causados pela empresa no desempenho de suas atividades;

- estabelecimento de objetivos e metas ambientais visando minimizar estes impactos;

- criação de um programa de gerenciamento que permita o acompanhamento das ações voltadas para os referidos objetivos e metas;

- procedimentos de controle, monitoramento e auditoria para assegurar que o sistema seja eficaz e adequado (ABNT - Norma ISO 14.001).

    O Banco do Brasil, coerente com os compromissos assumidos por meio de sua Agenda 21 (documento que estabelece que empresas ajudem com estudos sobre problemas ambientais) e amparado na sua estratégia de negócios, aprovou, no ano de 2005, a Implantação do Programa de Ecoeficiência - um sistema de gestão ambiental que tem como objetivos principais identificar os aspectos e impactos ambientais associados às suas operações e desenvolver alternativas para mitigá-los a buscar o equilíbrio dos negócios com a preservação ambiental.


   No ano de 2009, ao adquirir o controle acionário do Banco Nossa Caixa, o Banco do Brasil pôde alinhar suas práticas de Ecoeficiência à uma das melhores práticas de gestão ambiental do mercado. Desde 2003, o Banco Nossa Caixa vem investindo em programas socioambientais voltados para a preservação do meio ambiente, com isso, tendo sido a primeira instituição bancária pública a ter o seu Sistema de Gestão Ambiental certificado pela ISO 14.001.

    O Banco do Brasil respeita e preserva o meio ambiente, interagindo com seus clientes, fornecedores e comunidades, nas quais atua através de um SGA, que inclui as práticas de preservação do meio ambiente em função de suas atividades. No que se refere às suas Políticas Gerais, o Banco do Brasil tem como objetivos principais:

- preservação dos recursos naturais;

- prevenção ou minimização dos impactos decorrentes de suas atividades;

- promoção de campanhas corporativas para a prática da reciclagem de lixo e para o estímulo ao consumo consciente de papel, energia e água;

- formação de multiplicadores internos em prol das causas ambientais;

- comprometimento de todos os níveis hierárquicos para o sucesso do SGA;

- alinhamento com as políticas governamentais do meio ambiente.



Programa de Ecoeficiência

    As premissas adotadas pelo Programa de Ecoeficiência são: 

- educação para uma sociedade sustentável, visando capacitar os funcionários e públicos de relacionamento;

- comunicação interna e externa com ênfase na disseminação de conceitos e práticas; 

- melhoria de processos visando a racionalização no consumo de recursos naturais.


    Os objetivos específicos consideram os seguintes aspectos:

- disseminar a cultura e a prática de ecoeficiência entre os funcionários e o público do Banco 
do Brasil;

- rever os processos em andamento para reduzir o consumo e o desperdício de insumos;

- destinar adequadamente os resíduos sólidos, líquidos, gasosos e lixo tóxicos gerados pelo Banco, passíveis de reciclagem;

- contribuir para a estruturação e fortalecimento da cadeia de recicláveis;

- criar sistemas integrados de Ecoeficiência que coordene e monitore as ações e as iniciativas da Empresa em todas as regiões do Brasil.

    Com esse pequeno comentário referente ao posicionamento do Banco do Brasil, nos Sistemas de Gestão Ambiental, notamos que são pequenos gestos assim, que podem mudar totalmente a cara do nosso Brasil. Se todas as empresas ou outros setores tivesse iniciativas parecidas ou iguais a essa que foi dada, com certeza, muitos déficits em relação à essa área conseguiriam ser resolvidas com maior determinação e facilidade.


Referências Bibliográficas

Agenda 21. Disponível em: <https://www.google.com.br/#hl=pt-PT&output=search&sclient=psy-ab&q=agenda+21&oq=agenda+&gs_l=hp.1.3.0l4.172.1289.0.3203.7.7.0.0.0.0.674.2972.0j1j1j1j2j2.7.0...0.0...1c.1.RuVbQEVEYPQ&pbx=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=c1a3fcedd6af0a3a&bpcl=37189454&biw=1366&bih=673>. Acesso em: 05 nov. de 2012.

SGA - Banco do Brasil. Disponível em <http://www.bb.com.br/portalbb/page3,8305,8357,0,0,1,6.bb?codigoNoticia=4639&codigoMenu=3801&codigoRet=3863&bread=9_1>. Acesso em: 05 nov. de 2012.


Postado por: Daniélli Flores Dias






Sistema de Gestão Ambiental e o interesse das empresas.


A visão contemporânea das organizações com relação ao meio ambiente insere-se no processo de mudanças que vem ocorrendo na sociedade nas últimas décadas e que faz a empresa ser vista como uma instituição sociopolítica com claras responsabilidades sociais que excedem a produção de bens e serviços. Esta responsabilidade social implica em um sentido de obrigação para com a sociedade de diversas formas, entre as quais, a proteção ambiental.

A preocupação que a sociedade vem demonstrando com a qualidade do ambiente e com a utilização sustentável dos recursos naturais tem-se refletido na elaboração de leis ambientais cada vez mais restritivas à emissão de poluentes, à disposição de resíduos sólidos e líquidos, à emissão de ruídos e à exploração de recursos naturais.

Acrescente-se a tais exigências, a existência de um mercado em crescente processo de conscientização ecológica, no qual mecanismos como selos verdes e Normas, como a Série ISO 14000, passam a constituir atributos desejáveis, não somente para a aceitação e compra de produtos e serviços, como também para a construção de uma imagem ambientalmente positiva junto à sociedade.

As empresas então tiveram a ideia de estabelecer formas de gestão com objetivos explícitos de controle da poluição e de redução das taxas de efluentes, controlando e/ou minimizando os impactos ambientais, como também otimizando o uso de recursos naturais – controle de uso da água, energia, outros insumos, etc.

 Uma das formas de gerenciamento ambiental de maior adoção pelas empresas tem sido a implementação de um sistema de gestão ambiental, segundo as normas internacionais Série ISO 14000, visando a obtenção de uma certificação.
São dois os sistemas de gestão ambiental utilizados pelas empresas no Brasil: a NBR Série ISO 14001, e o Programa de Ação Responsável.

Os elementos-chave, ou os princípios definidores de um Sistema de Gestão Ambiental baseados na NBR Série ISO 14001, através dos quais podem ser verificados os avanços de uma empresa em termos de sua relação com o meio ambiente, são: Política ambiental; Planejamento; Implementação e operação; Verificação e ação corretiva; Análise crítica.

Entre as principais características ou benefícios operacionais da implementação de um Sistema de Gestão Ambiental para as empresas, pode-se destacar a redução da utilização da matéria prima e demais recursos produtivos, a redução da geração de resíduos e de custos utilizados para a disposição dos mesmos, além do aumento da utilização de recursos renováveis ou recicláveis.
A preocupação ambiental tornou-se um fator de competitividade, facilitando a expansão de novos mercados. As empresas que souberam explorar bem este aspecto conseguiram cativar novos clientes, que possuem consciência ambiental, e que preferem pagar um preço mais elevado por mercadorias ambientalmente corretas.

Porém, após quase uma década de existência e de aplicação da ISO 14000, ainda persistem dúvidas e questionamentos a respeito da real eficácia dos Sistemas de Gestão Ambiental e seus benefícios práticos. Levando-nos a perguntar: Existirá um modelo ideal de Sistema de Gestão Ambiental onde não ocorram falhas? Ou ainda, se existirem falhas como se pode minimizá-las? E as empresas estão preocupadas realmente com o meio ambiente, ou só estão preocupadas com a sua propaganda ecológica perante os consumidores? 


 Referências:
Embrapa Meio Ambiente. Publicações. Disponível  em:< http://www.cnpma.embrapa.br/download/documentos_39.pdf >. Acesso em: 05 nov.    2012. 


 Elisa Araujo Camelo

Sistema de Gestão Ambiental é Essencial!


O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é um modo das empresas avaliarem os possíveis impactos ao meio ambiente, desde a retirada da matéria-prima à transformação e a fabricação de seus produtos. Grande parte das empresas trazem à sociedade “políticas de preservação ao meio ambiente – políticas ambientais” que acabam não saindo do papel como proposto. Atualmente são poucas empresas ou instituições que apresentam o SGA, pois é preciso investir capital para obter grandes resultados em políticas ambientais. Engenheiros; admissão de novos funcionários para execução dos projetos; investimentos em cursos para adequar os trabalhadores à esse novo sistema; são algumas dos “impedimentos” para essas empresas em procurar adequar-se ao SGA. Nos últimos anos, ocorreram grandes impactos ambientais envolvendo empresas de grandes portes, aonde que acabaram com espécies de peixe em rios, como no Rio dos Sinos – RS em 2006, por exemplo. 

A empresa Gerdau, uma das principais fornecedoras de aço no mundo, foi denunciada pelo grupo Greenpence “uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos” (fonte: site Greenpence) em 2001, por ter colocado a saúde das pessoas em risco no Rio Grande do Sul, tratando-se de uma denúncia sobre a contaminação de plantas por meio do produto químico “ascarel”, um tipo de POR (Poluente Orgânico Resistente) na cidade de Sapucaia do Sul. Em seguida, a empresa lança uma nota se propondo a reparar qualquer impacto causado ao meio ambiente e se propõe a investigar as causas desse incidente. Atualmente a empresa Gerdau junto ao Instituto Estadual de Florestas do Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Sisema) possuem um Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com aproximadamente 1.247 hectares, abrigando inclusive animais ameaçados de extinção. Seguindo o SGA, a Gerdau elabora suas atividades industriais de acordo com o ISSO 14001 estabelecendo uma análise bem elaborada de suas atividades industriais.

Sendo assim, é preciso que qualquer empresa que necessite de recursos naturais para seu processo produtivo ou que suas atividades acabem afetando o meio ambiente como na qualidade do ar ou até mesmo canais fluviais, por exemplo, tenha um SGA que possa abranger todo o ciclo de produção até á chegada de seus produtos as casas dos consumidores. Na maioria das campanhas publicitárias, notamos o grande chamamento para o tema “preservação da natureza”. Isso se deve, porque a população irá comprar produtos que não agridem a natureza, influenciados pelas empresas que passam uma imagem de protetoras da natureza e que não executam o prometido (sendo que nem todas as empresas e/ou indústrias se encaixam nesse perfil).
Portanto o SGA é fundamental em uma empresa, pois pode ser entendido pela mesma como um crescimento estrutural quanto econômico e propondo simultaneamente ações de melhoramento e redução de impactos ambientais vindo de suas atividades.
Postado por: Vinicius Silveira dos Santos
Referências:

Marketing e/ou Proteção do Meio Ambiente

http://www.google.com.br/img...
            O ambiente de negócios a partir da década de 90 tem-se mostrado bastante instável e turbulento, verificando-se a existência de mudanças bastante drásticas no processo econômico e produtivo mundial, com implicações diretas para as empresas industriais.
Fatos como transformações na economia internacional e globalização da produção e do consumo têm sido acompanhados de outras mudanças como, por exemplo, um crescente grau de exigência dos consumidores, que, por meio de seu poder de compra, estão buscando variedade de produtos, demonstrando a sua preocupação pela qualidade e manifestando uma constante exigência para melhorar o binômio preço-desempenho.
A emergência desse consumidor mais agressivo e exigente reflete em grande parte as mudanças que a própria sociedade vem sofrendo quanto a valores e ideologias e que envolvem suas expectativas em relação às empresas e aos negócios. Esses novos valores e ideologias incluem a democracia, a igualdade de oportunidades, a saúde e a segurança no trabalho, a proteção ao consumidor, um meio ambiente mais limpo, entre outras questões. Seja como consumidores, ou como trabalhadores, ou ainda por meio do governo ou da mídia, a sociedade tem pressionado para que as empresas incorporem esses valores em seus procedimentos operacionais. Como consequência, as empresas estão se deparando com um ambiente externo em que cada vez mais as questões sociais, políticas e legais, inexistentes ou apenas latentes em períodos anteriores, adquirem uma nova perspectiva administrativa.
O setor empresarial, movido pela exigência de seus consumidores, inicialmente os europeus, as empresas começaram a perceber que seus clientes estavam dispostos a pagar mais por produtos “ambientalmente corretos”, e mais, deixar de comprar aqueles que contribuíam para degradação do planeta. Por isso, este setor passa então a integrar a luta pela preservação do meio ambiente.
Cabe destacar que as pressões exercidas pelas comunidades, ONGs e governos, têm forçado uma postura pró-ativa na melhoria dos processos produtivos, com geração de menor quantidade de resíduos e poluentes e menor consumo de matérias-primas e energia, forçando ao desenvolvimento de novas tecnologias para os processos produtivos, simultaneamente à necessidade de novas técnicas administrativas voltadas ao gerenciamento dessas atividades, com preocupação ambiental.
Ao implementar um Sistema de Gestão Ambiental - SGA como forma de gerenciamento das atividade organizacionais, deve-se lembrar que o compromisso passa a ser permanente, pois exige uma mudança definitiva da antiga cultura e das velhas práticas. Para tanto, é imprescindível a busca da melhoria contínua, princípio fundamental de um SGA. Além deste princípio, outros elementos de um SGA são importantes, como:
  • Política ambiental, na qual a empresa estabelece suas metas e compromissos com seu desempenho ambiental;
  •  Planejamento, no qual a empresa analisa o impacto ambiental de suas atividades;
  • Implementação e operação, que são desenvolvimento e a execução de ações para atingir as metas e os objetivos ambientais.
  •  Monitoramento e correção das acções, que implica o monitoramento e a utilização de indicadores que asseguram que as metas e o bjectivos estão sendo atingidos;
  • Revisão gerencial, na qual o SGA é revisado pelo comando superior da empresa, a fim de assegurar sua probabilidade, adequação e efectividade.
Contudo, o gerenciamento de um processo, por meio das ferramentas de um SGA possibilita ganhos de produtividade e qualidade, além da satisfação das pessoas envolvidas diretamente no processo, pois esses aprendem que sempre é possível fazer melhor e percebem a evolução da qualidade de seus serviços. Atuar de maneira ambientalmente mais responsável é ainda, hoje, um diferencial entre empresas, que as destacam no competitivo mercado. Assim quanto mais empresas estiverem certificadas, mais empresas se verão obrigadas a se certificar, mesmo que estas não necessariamente tenha uma preocupação (inicial) em preservar o meio ambiente e sim veem o SGA como uma estratégia de marketing, simplesmente para obtenção de mais lucro sempre.

Essa disseminação da prática de sistemas de gestão ambiental contribui para a maior conscientização e maturidade da sociedade com relação ao tema, gerando efeitos positivos no comportamento das organizações e estimulando atitudes proativas em favor da qualidade e preservação ambiental. Isso ocorre como resultado da crescente conscientização global sobre a importância da preservação do meio ambiente, em virtude do esgotamento dos recursos naturais, e as diversas pressões legais para as empresas a gerir seus processos de forma sustentável.


REFERÊCIAS:


 MELLO, Luiz Antonio de Oliveira. Sistemas De Gestão Ambiental. Notas de aula: apostila do curso superior de graduação em Tecnologias de Gestão Ambiental do Centro Universitario Plínio Leite. 2009. Disponível em: <http://www.luizmello.eng.br/Apostila%20Completa.pdf>.. Acesso em: 05 nov. 2012.

NICOLELLA, Gilberto; MARQUES, João Fernando; SKORUPA, Ladislau Araújo. Sistema de Gestão Ambiental: aspectos teóricos e análises de um conjunto de empresas da região de Campinas, SP. Embrapa. 2004. Disponível em: <http://www.cnpma.embrapa.br/download/documentos_39.pdf > Acesso em: 05 nov. 2012.


Postado por: Patrícia Ziani

Preservação Consciente


Quando falamos sobre Sistema de Gestão Ambiental estamos falando de um conjunto de processos que visam diminuir os impactos ambientais, o qual é usado em diversas áreas geográficas a qual podemos citar: Gestão ambiental de bacias hidrográficas (Rios, Leitos, Oceanos), reservas florestais, áreas de proteção ambiental entre diversas outras.  Há alguns anos atrás, várias empresas de diferentes áreas jogavam (ainda jogam) seus lixos em rios e florestas as quais geram graves problemas ambientais, como a dizimação de algumas espécies de animais nativos, perca de local para cultivo de árvores entre vários outros.
Atualmente o Sistema de Gestão Ambiental vem ganhando destaque em algumas empresas, essas empresas que vem fazendo a diferença e cultivando algumas áreas, ajudando o meio ambiente a não perder seus belos campos, seus mananciais, e o principal mantendo preservada espécie de animais que estavam desaparecendo.  Posso citar como experiência própria, uma visita de campo a mina de carvão em Candiota, lá o pessoal tinha uma área destinada ao plantio de árvores nativas e á um lago, onde se encontrava  alguns peixes, aves e capincho, vulgo capivara. Para complementar busquei informações diretas no site da Votorantin, onde a mesma foi premiada como referência em Gestão Ambiental. O reconhecimento da ONU da seriedade a este prêmio, a qual só faz a empresa ter a ambição de crescer mais  e adquirir mais prêmios com assuntos envolvendo o meio ambiente, o grupo tem como meta  atingir até 2020 lançar o resíduo zero em todas as suas operações industriais. Através dessas e de outras formas o grupo Votorantin em suas diversas áreas, siderúrgica, cimentos, metais e outras, vem servindo como modelo a ser seguida não somente em empresas brasileiras como mundialmente, tratando a natureza como ela merece.
Atualmente, as empresas que oferecem mais informações sobre o seu desempenho ambiental melhoram as relações com acionistas, fornecedores e consumidores, e isso representam uma vantagem de mercado. Porém, a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental é um processo voluntário, tendo como motivo para a implantação desse sistema é que o meio ambiente representa ao mesmo tempo riscos e oportunidades, para que uma empresa seja bem-sucedida, ela deve controlar os riscos, e desenvolver as oportunidades.
Com a adoção desse sistema podemos citar as vantagens das empresas a adotá-los;
- Redução de custo: Minimização dos desperdícios de matérias primas;
-Melhoria da imagem da companhia: Consumidores preferindo produtos ecologicamente corretos;
-Legalidade: Menor tolerância das autoridades, paralisação das atividades;

Dessa forma, posso concluir que o meio ambiente deve ser visto como um todo, não apenas como uma parte que gerará gasto para empresas, e sim, significando novos caminhos de negócios, e boa reputação as empresas que preservam o meio ambiente ecologicamente correto.


Por: Gabriel Franco 


O que é SGA?


O Sistema de Gestão Ambiental é um processo voltado a resolver e prevenir os problemas de caráter ambiental, com o objetivo de desenvolvimento sustentável.

Podemos definir Sistema de gestão Ambienta (SGA), segundo a NBR ISO 14001, como a parte do sistema de gestão que compreende a estrutura organizacional, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e recurso para aplicar, elaborar, revisar e manter a política ambiental da empresa.

O processo de implementação de um Sistema de Gestão consta de 4 fases:

1 - Definição e comunicação do projeto (gera-se um documento de trabalho que irá detalhar as bases do projeto para implementação do SGA);

2 - Planejamento do SGA (realiza-se a revisão ambiental inicial, planejando-se o sistema);

3 - Instalação do SGA (realiza-se a implementação do SGA);

4 - Auditoria e certificação.

Uma vez implementado o SGA, pode-se tramitar sua certificação.

Qualquer empresa pode implementar o SGA.

O Sistemas de Gestão Ambiental permitem as empresas, de forma imediata:
  • Segurança, na forma de redução de riscos de acidentes, de sanções legais, etc;
  • Qualidade dos produtos, serviços e processos;
  • Economia e/ou redução no consumo de matérias-primas, água e energia;
  • Mercado, com a finalidade de captar novos clientes;
  • Melhora na imagem;
  • Melhora no processo;
  • Possibilidade de futuro e a permanência da empresa;
  • Possibilidade de financiamentos, devido ao bom histórico ambiental.


O Sistema de Gestão Ambiental (SGA)
É um dos instrumentos com mais potencialidades para o alcance de um comportamento eco-eficiente pelas empresas, sendo o principal objetivo a integração da gestão ambiental nos seus sistemas de gestão global.
As empresas:
Têm responsabilidades tanto na criação de riqueza, como na proteção do Ambiente, pelo que deverão adotar práticas de gestão ambiental que lhes permitam um conhecimento claro dos impactos provocados, assim como a disponibilização de meios, técnicos, humanos e financeiros, que garantam a sua minimização e controlo. Só uma perspectiva de gestão que integre a gestão ambiental proporcionará uma vantagem competitiva às empresas, pois as questões ambientais deixarão de ser um custo, passando a ser um motor de inovação tecnológica e de crescimento econômico.
O Sistema de Gestão Ambiental de uma empresa define-se como a parte do sistema global de gestão, que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, definição de responsabilidades, práticas e procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, alcançar, rever e manter a política ambiental definida pela empresa.
Algumas das principais motivações para a implementação de Sistemas de Gestão Ambiental pelas empresas são as:
·         Exigências de clientes,
·         de investidores,
·          os requisitos legais,
·          o eco marketing
·         melhoria de imagem,
·         a redução de custos e
·         os seguros de responsabilidade civil.
 Cada vez mais os clientes colocam aos seus fornecedores requisitos e imposições de índole ambiental que aqueles terão obrigatoriamente de satisfazer para que se mantenham as respectivas relações comerciais. Os investidores e, nomeadamente, as instituições de crédito, já começam a ter em conta critérios ambientais nas suas decisões de investimento, não admitindo financiar projetos poluentes e beneficiando os projetos que acautelam a componente ambiental.
A legislação ambiental e respectiva fiscalização são progressivamente mais exigente o que implica uma melhoria do desempenho ambiental das empresas. Os consumidores já se preocupam com as questões ambientais, preferindo assim os produtos ambientalmente mais adequados e as empresas que demonstrem ter um melhor comportamento neste âmbito, ou seja, o Ambiente pode constituir um fator de diversificação e de vantagem competitiva para as empresas.

As principais vantagens e potencialidades da implementação de um Sistema de Gestão Ambiental relacionam-se com a redução de custos, vantagens competitivas e aumento da motivação dos trabalhadores. A redução de custos é possível através de uma utilização mais racional das matérias-primas e energia, redução dos custos associados ao transporte e tratamento de resíduos sólidos, redução dos custos associados a danos para o Ambiente, benefícios na obtenção de financiamento, diminuição do risco ambiental e conseqüente obtenção de prêmios de seguro mais baratos e, através da diminuição do risco de acidentes e redução dos custos associados, como por exemplo, limpezas e descontaminações.
 Como vantagem competitiva destaca-se a melhoria da imagem externa da empresa, a melhor aceitação social pelo público, Administração Pública, clientes, trabalhadores, investidores e meios de comunicação e, ainda, a garantia de benefícios na obtenção de financiamento. O aumento da motivação dos trabalhadores é assegurado através do recurso à sensibilização e formação dos mesmos para as questões ambientais e por uma maior consciencialização dos trabalhadores para o cumprimento dos objetivos ambientais estabelecidos pela organização.

Instrumentos para a Implementação de SGA
A implementação voluntária de Sistemas de Gestão Ambiental tem estado associada à publicação de normas e regulamentos que definem requisitos, sugestões e referências para concretizá-la, bem como para obter uma posterior certificação ou outro tipo de validação do Sistema de Gestão Ambiental implementado pela empresa.
A primeira norma a ser publicada para Sistemas de Gestão Ambiental foi à norma nacional britânica BS 7750, em 1992. Seguiu-se o Sistema Comunitário de Eco gestão e Auditoria (EMAS), em 1993, e a NP EN ISO 14001 – Sistemas de Gestão Ambiental: Especificações e Linhas de Orientação para a sua Utilização, cuja versão final foi publicada em 1996.
O EMAS (Regulamento CEE n.º 1836/93) foi adotado pelo Conselho Europeu, em 29 de Junho de 1993, tendo como objetivo promover a gestão e melhoria do desempenho ambiental das organizações. Permitia a participação voluntária no sistema de empresas do sector industrial. Este regulamento foi revisto e, atualmente, as designadas EMAS II (Regulamento CE n.º 761/2001, de 24 de Abril) permitem a participação voluntária de todos os sectores de atividade e não apenas do sector industrial. Outros elementos do regulamento foram revistos, com vista a reforçar a posição do EMAS e promover a sua escolha pelas organizações, sendo de salientar a adoção dos requisitos da NP EN ISO 14001 para implementação do Sistema de Gestão Ambiental .

O modelo de implementação do Sistema de Gestão Ambiental, estabelecido na norma NP EN ISO 14001, segue cinco requisitos:
Requisito 01: Política Ambiental – constitui a declaração de intenção da organização quanto ao seu desempenho ambiental. Deverá ser específica de cada organização, fazendo referência ao estabelecimento dos princípios que regem o SGA.

Requisito 02: Planejamento, onde deverão ser considerados - aspectos ambientais das atividades, produtos ou serviços que a organização possa controlar e sobre os quais se espera que tenha influência, de forma a determinar aqueles que têm ou poderão vir a ter impactes significativos no Ambiente; requisitos legais e outros que a organização subscreva, aplicáveis aos aspectos ambientais das suas atividades, produtos ou serviços; objetivos e metas ambientais I que deverão ser estabelecidos tendo em conta os aspectos ambientais significativos, assim como os requisitos legais; programa de gestão ambiental I destinado a atingir os objetivos e metas, que deverá conter as responsabilidades, os meios e os prazos necessários para alcançá-los.

Requisito 03: Implementação e funcionamento – para uma efetiva implementação do SGA, a organização deverá desenvolver todos os recursos, técnicos, humanos e financeiros, por forma a cumprir os princípios definidos na política ambiental e alcançar os objetivos e metas. Neste requisito são considerados: estrutura e responsabilidades; formação, sensibilização e competência; comunicação interna em todos os níveis da organização e externa para as partes interessadas; documentação do SGA; controlo de documentação; controlo operacional; prevenção e capacidade de resposta a emergências.

Requisito 04: Verificação e ações corretivas – para que o SGA possa ser continuamente melhorado a organização deve considerar: monitorizarão e medição das principais características das atividades, produtos ou serviços que possam ter um impacte ambiental significativo; tratamento das não conformidades e ações corretiva e preventivas; registros que deverão incluir documentos da formação e os resultados das auditorias e revisões; realização de auditorias periódicas ao SGA.

Requisito 05: Revisão pela Direção – a gestão de topo da organização deverá periodicamente rever o SGA, para assegurar que se mantém adequado e eficaz.
Deste modo, a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental, quer pelo EMAS, quer pela NP EN ISO 14001, contribui para a melhoria do desempenho ambiental das organizações através da adoção de boas práticas de gestão.
Postado por: Angéli Aline Behling

SGA na construção da ética global!!



                                        SGA NA CONSTRUÇÃO DA ÉTICA GLOBAL

   O Sistema de Gestão Ambiental é a forma pela qual a empresa se mobiliza interna e externamente na conquista da qualidade ambiental desejada. Para atingir a meta, ao menor custo, de forma permanente, o Sistema de Gestão Ambiental constitui estratégia para que o empresário em processo contínuo, identifique oportunidades de melhorias que reduzam os impactos das atividades de sua empresa sobre o meio ambiente, de forma integrada à situação de conquista de mercado e da lucratividade.
 
   

                  Fonte: http://pegambiental.blogspot.com.br/2009_06_01_archive.html

  A responsabilidade empresarial quanto ao meio ambiente deixou de ter apenas característica compulsória para transformar-se em atitude voluntária, superando as próprias expectativas da sociedade. O comprometimento das empresas com a questão ambiental acompanha o processo de globalização das relações econômicas, impulsionando a partir da década de 70.  Faz parte da construção de uma ética global, partindo das sociedades mais prósperas, pois os fenômenos de poluição transcedem as fronteiras nacionais e afetam grandes extensões regionais e mesmo o Planeta como um todo.
 
    Situar-se acima de exigências legais, mediante sistema de gestão ambiental, deixa de ser apenas uma estratégia preventiva para constituir-se mesmo em vantagem competitiva e diferencial no mercado. Isto porque a qualidade ambiental exige um uso mais racional e produtivo de insumos, reduzindo os custos de produção. Além disso, as mudanças podem gerar novas oportunidades de negócios. A procura pelas certificações ambientais voluntárias corre nessa direção. A mais importante delas, a série ISO 14.000, fornece ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão Ambiental.

      Fonte: http://lindataua.blogspot.com.br/2010/05/sga-sistema-de-gestao-ambiental.html 

    Na medida em que cresce a consciência da necessidade de se manter e melhorar a qualidade ambiental e de se proteger a saúde humana, organizações de todos os tamanhos estão cada vez mais orientando suas atenções para o possível impacto de suas atividades, produtos e serviços. Para as partes interessadas internas e externas de uma organização, seu desempenho ambiental é de importância crescente.

POSTAGEM: DANIEL HOLLWEG SALAMONI
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS;
Fonte: http://lindataua.blogspot.com.br/2010/05/sga-sistema-de-gestao-ambiental.html