29 de out. de 2012

Modernização da agricultura no Brasil - Um bem para poucos

Iniciou-se no Brasil, na década de 50, o processo conhecido como "modernização do campo", que veio a aumentar consideravelmente na região Sul e Sudeste na década de 60, espalhando para o resto do país já na década de 1970. Com isso, o espaço agrário do Brasil, passou e vem passando por significativas mudanças ao longo dos anos.  Hoje, o Brasil se apresenta como um dos maiores produtores agrícolas do mundo, e projeta-se de que alguns anos, esteja no topo da lista. 
Tal modernização alavancou a economia brasileira, e em contrapartida, elevou os índices dos impactos ambientais provocados pela produção agrícola em nosso território. São muitos os problemas provocados pela agricultura modernizada. 
Além de gerar impactos ambientais, através do uso de agrotóxicos, e o uso indevido dos recursos hídricos, geram desemprego no campo e consequente êxodo rural. 
A agricultura apresenta ainda o problema de ser excludente. Se por um lado aumenta-se os índices produtíveis possíveis através da modernização, tais excedentes são em sua maioria para suprir o mercado internacional, podendo se dizer que o Brasil é um país submisso ao mercado internacional. Enquanto isso, boa parte de sua população que deveria ter acesso a esses alimentos, carece, e se escancara a desigualdade social neste país. 
Tratando de impactos ambientais, os problemas são cada vez mais agravantes, pode-se citar muitos desses problemas: desmatamento, erosão, esgotamento da água, poluição atmosférica, perda da biodiversidade,  desertificação, entre muitos outros e nada é feito para cessar o esgotamento e degradação dos recursos naturais brasileiros, pelo contrário, há um severo aumento na necessidade de se intensificar tais produções, em prol do mercado internacional. 

Eduardo Galeano em seu livro "As veias abertas da América Latina", expõe uma fala do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, onde ele diz: 

"Vocês já imaginaram um país incapaz de cultivar alimentos suficientes para prover sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. Por isso, quando falamos de agricultura, estamos falando de uma questão de segurança nacional." 
Bush, em poucas vezes, esteve certo e ironicamente o Brasil se enquadra como uma nação vulnerável e exposta às pressões internacionais. Uma realidade presente, uma triste realidade. Vão-se a riqueza de recursos, fica a obscuridade de um país que se destrói e se deixa destruir aos poucos. De um lado a fartura, do outro a fome. 


Postado por: Vinícius Rodrigues de Oliveira.

Impactos dos agrotóxicos em nossa vida


Agrotóxicos são produtos químicos usados na lavoura, na pecuária e mesmo no ambiente doméstico: inseticidas, fungicidas, acaricidas, nematicidas, herbicidas, bactericidas, vermífugos; além de solventes, tintas, lubrificantes, produtos para limpeza e desinfecção de estábulos, etc.
Existem cerca de 15.000 formulações para 400 agrotóxicos diferentes, sendo que cerca de 8.000 formulações encontram-se licenciadas no País.
O uso indiscriminado de agrotóxicos ao longo dos anos tem provocado o acúmulo de resíduos de compostos químicos nocivos na água, no solo e no ar. É esse o resultado da alta dependência de insumos químicos usados no controle de pragas, doenças e invasoras nas lavouras para garantir índices de produtividade que proporcionem retorno econômico à atividade.
Resíduos
As culturas de soja, milho, citros e cana de açúcar consomem cerca de 66% do total de defensivos vendidos no País. A soja é a responsável por 33% desse montante.
Os pesticidas são aplicados sobre as plantas ou diretamente no solo e mesmo quando direcionados aos vegetais cerca de 50% da dose utilizada pode ter como destino final o solo, em três principais maneiras de transporte: a volatização, a lixiviação e o escoamento superficial.
O transporte vertical dos pesticidas no perfil do solo  tem sido apontado como a principal forma de contaminação do lençol freático (águas subterrâneas), juntamente com a água das chuvas ou de irrigação que desce pelo solo.






Considerações finais
O uso indiscriminado de agrotóxicos (inseticidas e fungicidas) e adubações desequilibradas está causando doenças nas plantas, reduzindo a biodiversidade do solo e ecossistema como um todo. Isto ocorre porque na aplicação de agrotóxicos 50 a 80% não atingem a planta e caem diretamente no solo
A utilização de produtos químicos como fertilizantes (ou adubos químicos) e agrotóxicos nas atividades agrícolas e de reflorestamento pode resultar em resíduos que coloquem em risco a saúde humana e os organismos aquáticos e terrestres nos diferentes compartimentos ambientais.  Só que com tudo isso, todos esses problemas que elas oferecem, eles precisam serem utilizado pois com eles evitamos as doenças nas plantas e a limpeza, porém se os agrotóxicos  são tão prejudiciais, como podemos substituídos com que produto que seja menos prejudicial para nos e o ambiente.? Não concordo até pode ser prejudicial, porém necessitamos deles para nossas lavouras e em nossas plantações.
 Postado por: Angéli Alime  Behling

Não é comum observarmos uma abordagem das ciências econômicas sobre a questão dos agrotóxicos. O que predomina na literatura, normalmente, serve mais para demonstrar a eficiência desses produtos e do modelo agrícola que incorpora essa“modernidade”. Poucos são os trabalhos que abordam, revelam e discutem a questão da ineficiência desses produtos, impactos ambientais gerados e as consequências que o uso desses produtos causa a nossa saúde que estes causam.
Em relação aos agrotóxicos, o modelo de agricultura baseado no uso intensivo desses insumos também exige grande resiliência dos ecossistemas, pois, além da poluição química, tal modelo se apoia amplamente no aumento de produtividade baseado em plantações de uma única espécie, eliminando a biodiversidade local.
A questão é que modelos agrícolas hoje são baseados em monoculturas e na ampla simplificação de biodiversidade somente se sustentam à custa do uso excessivo de agroquímicos. No entanto, seus impactos não podem ser vistos como fatos isolados em um sistema econômico, tampouco ecológico. Consequentemente, não há sustentabilidade quanto ao uso dos agrotóxicos, pois a sua necessidade aumenta cada vez mais, provocando um maior desequilíbrios, como uma espécie de ciclo vicioso. Podemos citar como exemplo, que entre 1940 e 1984 as perdas das culturas por ataques de insetos, nos EUA, aumentaram de 7% para 13%, enquanto o uso de pesticidas aumentou 12 vezes.
No Brasil, agrotóxicos começaram a se popularizar em plena segunda guerra mundial, quando o mundo conheceu uma revolução no que diz respeito ao controle de pragas na agricultura, o DDT. Esse produto ficou rotulado como de baixo custo e eficiente, o que muito ajudou que se fosse amplamente utilizado antes que seus efeitos nocivos tivessem sido totalmente pesquisados. O grande sucesso desse produto no combate às pragas fez com que novos compostos organossintéticos fossem produzidos, fortalecendo a grande indústria de agroquímicos presente nos dias de hoje. O crescimento do uso desses insumos químicos somados a um processo de desenvolvimento e difusão de variedades modernas com elevada capacidade de aproveitamento desses produtos ficou conhecido como a “revolução verde” (Bull & Hayhaway, 1986).
Em 2008, o Brasil tornou-se o principal mercado consumidor de agrotóxicos, ficando à frente dos EUA, consumindo 733,9 milhões de toneladas (Sindag, 2009). Esse volume pode ser considerado como um verdadeiro “tsunami” na agricultura brasileira, tanto nos aspectos de impactos ambientais, como também em danos à saúde e, consequentemente, os socioeconômicos ainda se encontram “invisíveis”perante a sociedade em geral.
No entanto, o despertar para o reconhecimento dos efeitos nocivos dos agrotóxicos se deu a partir de 1962, com a obra “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, que trouxe à tona os efeitos adversos da utilização dos pesticidas e inseticidas químicos sintéticos, particularmente sobre o uso do DDT: penetrava na cadeia alimentar e acumulava-se nos tecidos gordurosos dos animais, inclusive do homem, aumentando o risco de causar câncer e danos genéticos; não só atingia as pragas, mas um número incontável de outras espécies, silenciando pássaros, peixes, até mesmo crianças; permanecia tóxico no ambiente mesmo com sua diluição pela chuva, sendo que as espécies contaminadas poderiam migrar para outros ambientes, levando os possíveis riscos de contaminação para alvos bem mais distantes que sua origem.
Pode-se dizer que esse estudo foi um marco na desmistificação do milagre da ciência em prol da agricultura, pois transferiu o debate restrito à academia para a sociedade em geral, iniciando um processo que culminou na necessidade de controle e regulação desses produtos, bem como a fabricação de substâncias menos agressivas ao homem e ao seu meio ambiente. Isso ficou claro com o passar dos anos, com o surgimento de vários problemas ambientais e de saúde associados ao uso dos agrotóxicos.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o uso intenso de agrotóxicos levou à degradação dos recursos naturais (solo, água, flora e fauna), em alguns casos de forma irreversível, levando a desequilíbrios biológicos e ecológicos.
Além de agredir o ambiente, a saúde também pode ser afetada pelo excesso destas substâncias. São inúmeros os estudos que associam o uso de agrotóxicos e seus efeitos nocivos na saúde humana. Entre esses podemos citar problemas oculares, no sistema respiratório, cardiovascular, neurológico, entre outros.
Assim nota-se que da mesma forma em que a revolução verde gerou resultados positivos para a agricultura mundial, trouxe também diversas consequências negativas, pois seu objetivo é meramente a produtividade, deixando de lado o equilíbrio ecológico, tais como: a estabilidade dos sistemas agrícolas: a conservação dos recursos naturais e a qualidade dos alimentos. Ou seja, afetando diretamente o meio ambiente e consequentemente afetando a nós.

Uma alternativa seria, por exemplo, a agricultura orgânica, que tem o objetivo de aumentar e sustentar as interações biológicas nas quais a produção agrícola está baseada, ao contrário de reduzi-las e simplificá-las. Outra seria em relação ao papel do consumidor, estes com um pensamento mais responsável, assim os consumidores seriam agentes fundamentais para uma mudança, pois ao exigirem um produto mais limpo e isento dos danos a sua saúde (como os agrotóxicos) contribuiriam não só para a sua própria saúde, mas também à das futuras gerações.
Referências: “Uso dos agrotóxicos e seus impactos à saúde e ao ambiente: uma avaliação integrada entre a economia, a saúde pública, a ecologia e a agricultura” - de Wagner Lopes Soares - Março de 2010.
Sugestão: Filme - O Mundo Segundo a Monsanto
Publicado por: Patrícia Ziani

Agricultura e Seus Impactos ao Meio Ambiente


Surgida há milhares de anos atrás essa técnica é conhecida pelo cultivo de grãos, cereais, verduras entre outros. Os primeiros povos que utilizavam esse processo instalavam-se nas áreas onde havia vales e campos de várzea, pois com o aumento dos rios nos tempos de cheias, ao baixar o nível da água, o solo encontrava-se fértil e pronto para uma nova etapa de plantio. Com o passar dos anos esse método da agricultura foi mudando, ela atendia um número maior da população ao qual hoje chega a aproximadamente 6,5 bilhões de pessoas no planeta.
Para atender toda essa demanda o solo precisa passar por vários processos, os quais causam impactos ambientais na natureza. Entre vários problemas podemos destacar:
-Desmatamento: Áreas com uma grande riqueza de flora são desmatadas para dar espaço a lavouras.
-Esgotamento de água doce: Esse processo utiliza cerca de 60% da água doce para a irrigação de áreas de plantio, causando a seca de lagos que abastecem vilas e cidades.
-Queima do solo: Esse processo é muito utilizado após a colheita de cana-de-açúcar, o qual há queimadas nas áreas para o replantio, ocorrendo à degradação do solo alterando características físicas, químicas e biológicas de todo ecossistema.
Entre todos esses aspectos prejudiciais ao solo, podemos citar como fundamental o uso de agrotóxicos que devido à necessidade de uma alta produtividade tem levado mais desses produtos para o campo, os quais têm impactos significativos, desde a poluição de rios até a poluição de lençóis freáticos subterrâneos. Alguns desses agrotóxicos podem ser nocivos a saúde que podem gerar doenças cancerígenas em nosso corpo.
Diante de tudo isso nos perguntamos, é possível ter uma agricultura que atenda uma grande demanda sem destruir o meio em que vivemos? Partindo do meu ponto de vista, acho que seria possível uma agricultura que não desgastasse tanto o solo e não causasse tanto desmatamento. Mas para isso temos que conscientizar os principais fornecedores de alimentos que se não tomarem conhecimento sobre esse assunto, daqui a alguns anos todos nós estaremos sentindo a escassez de alimentos, tendo como, por exemplo, a Ilha de Páscoa e outras áreas onde a população foi dizimada devido a não preocupação que tinham sobre suas florestas, e campos de cultivos. A conscientização sobre esse assunto é de extrema importância, de modo que deve ser debatida em qualquer seminário sobre meio ambiente, pois trata de um assunto que agrega a todos os consumidores e produtores que dependem dessa área, ou como já diz aquela frase de um dos grandes músicos Mundiais:
‘’ Quando o último rio secar, a última árvore for cortada, o último peixe for pescado, o homem vai perceber que dinheiro não se come’’ Bob Marley.


Por Gabriel Franco

Por que não preservar?


“O maior desafio tanto de nossa época como do próximo século é salvar o planeta da destruição. Isso vai exigir uma mudança nos próprios fundamentos da civilização moderna – o relacionamento dos seres humanos com a natureza.” (Mikhail Gorbachev)
Ate a segunda metade do século XVIII homem e natureza possuíam uma relação praticamente harmônica, porém com o desencadeamento da Primeira Revolução Industrial, inicialmente dada na Inglaterra, o cenário parece adentrar em um processo de transformação, onde antes prevalecia o equilíbrio nas relações entre os indivíduos e o meio ambiente, agora parecia que homem e natureza não conseguiam mais dividir o mesmo espaço.
Nota-se que nas ultimas décadas com a industrialização e a integração econômica alcançando níveis globais, a degradação do meio ambiente atingiu uma situação alarmante e, no Brasil não poderia ser diferente, a ação humana vem provocando danos irreversíveis no nosso ecossistema.

De acordo com Little (2001, p.107)
O surgimento de inúmeros problemas ambientais nas ultimas décadas- tais como contaminação do ar e da água nas cidades, novas epidemias, secas prolongadas, enchentes  devastadoras, intensos incêndios florestais, perda da qualidade do solo, para só mencionar alguns- teve a função de nos despertar de nossa arrogância humana e aceitar, mais uma vez, que no fundo somos animais com necessidades físicas e que a nossa sustentação depende, em ultima instância, do meio natural. Assim o retorno da problemática ambiental ressuscitou os velhos temas da sobrevivência humana  e das formas de adaptação, e os colocou no centro cenário econômico e político.

Muitos problemas ambientais estão relacionados a necessidades que certa sociedade possui em relação a algum produto, e para atender a suas necessidades a sociedade acaba algumas vezes interferindo no ambiente, ocasionando alterações nas suas condições e na qualidade.  De certa forma os problemas ambientais acabam tentando buscar uma justificativa na relação entre demanda e produto, fazendo com que passamos a ver este terrorismo ambiental como algo necessário para a nossa sobrevivência.
No entanto, vale lembrar que todos os impactos ambientais podem ser minimizados ou mesmo os seus efeitos podem ser diminuídos, cabe dizer também que homem e natureza podem sim dividir o mesmo espaço, visto que somos apenas atores, secundários, deste imenso cenário, onde tiramos exatamente tudo para nossa sobrevivência. 
Ao longo de milhões de anos a natureza criou grandes riquezas que agora financiam sua própria destruição. Por milênios o homem construiu a sabedoria de interagir com a floresta e que agora vem sendo demolida. Há décadas a fome do homem moderno vem consumindo tudo à sua frente, ainda que acabe devorando a ele mesmo. Poucos anos, porém, é tempo que nos resta para mudar essa realidade e para que evitemos que tudo isso seja irreversível.


Referências:
Manual compacto de geografia do Brasil: ensino médio/ Equipe Riddel. –São Paulo: Rideel, 2010.
Postado por: Jacson Dreyer Schumacher 

“Agriculturas” muito desiguais





O espaço rural passou e está passando por muitas mudanças, tornando-se com isso cada vez mais complexo o desafio de entender seu funcionamento.
Além de espaço produtivo, é lugar de vida, de interação social, condição muitas vezes colocada em segundo plano quando da sua análise.  A esfera produtiva sempre esteve em destaque, seja quando da produção de produtos para exportação, o que aconteceu durante a maior parte da história econômica brasileira, seja no fornecimento de matérias-primas para o surgimento e consolidação da agroindústria nacional, como também atualmente, sendo a principal responsável pelos saldos positivos na balança comercial.
A violência no campo está enraizada em um conflito distributivo de terra, que só pode ser solucionado por uma reforma agrária ampla e massiva, que democratize o acesso a terra e possibilite o desenvolvimento do campo brasileiro. A reivindicação e a luta do povo camponês, sofridas e conflitantes, vêm sendo satanizadas pelos “poderes deste mundo”, através dos grandes meios de comunicação (que são os meios dos grandes) A política agrário-agrícola e a política indigenista estão sistematicamente pervertidas no Brasil. Há uma iniquidade crônica, secular, no tratamento da terra, em nosso País; no reconhecimento dos direitos dos povos indígenas e de todo o povo camponês; na definição do direito de propriedade e suas funções e seus limites; diante das exigências ecológicas da sustentabilidade.
Sito aqui os principais personagens que deram a vida por suas causas: a irmã Dorothy, com um límpido testemunho evangélico de fidelidade ao povo e de perdão aos inimigos; o mártir compulsivo da ecologia, Francisco Anselmo Gomes de Barros, que foi até a oblação total da sua vida. “Já que não temos voto para salvar o Pantanal, dizia Anselmo, vamos dar a vida para salvá-lo”. Dom Luiz Flávio Cappio, profeta peregrino do Rio São Francisco, denunciando o hidronegócio e acenando para as soluções viáveis em favor do semiárido e de todo o povo nordestino.
DISTRIBUIÇÃO DOS CONFLITOS EM ÁREAS URBANAS E RURAIS
A distribuição preponderante de conflitos na região rural no Mapa tem duas explicações principais. A primeira, decorre da expansão capitalista brasileira estar fortemente direcionada pela busca por recursos naturais e terra, caso do agronegócio, da mineração nos ciclos ferro-aço e bauxita-alumínio, e de grandes empreendimentos de infraestrutura, como hidrelétricas e rodovias. Tais casos de injustiça ambiental atingem vastos territórios e inúmeros grupos populacionais, desde indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores, até pequenos agricultores e assentamentos da reforma agrária. Por sua vez, várias lutas urbanas no país envolvendo questões de saúde, meio ambiente, moradia, saneamento, qualidade de vida, direitos humanos e cidadania ainda não incorporaram o conceito de justiça ambiental, numa trajetória diferente de países como os EUA, onde tais lutas urbanas marcaram o início dos movimentos contra o racismo e a injustiça ambiental. O desenvolvimento de movimentos por justiça ambiental, por moradia digna e por direitos humanos nas cidades brasileiras, em especial nos territórios das favelas e áreas afetadas por lixões, fábricas, poluição atmosférica e enchentes, deverá aumentar o número de conflitos nos próximos anos.



PRINCIPAIS IMPACTOS E DANOS AMBIENTAIS


O manejo de situações de conflito é essencial para as pessoas e as organizações como fonte geradora de mudanças, pois das tensões conflitivas, dos diferentes interesses das partes envolvidas é que nascem oportunidades de crescimento mútuo. Inúmeros fatores podem influenciar o surgimento do conflito, não ficando restrito às questões relacionadas ao trabalho ou à estrutura organizacional. Os mais comuns são as diferenças individuais, os diversos níveis de competência interpessoal, as diferentes visões de mundo, entre outros. Não devemos esquecer que somos seres com capacidade e habilidade para ouvir e entender melhor nossos semelhantes.Com esta postura, silenciamos nossa voz interna e deixamos crescer a voz do outro, permitindo que soe clara dentro de nós. O desejo mais profundo do coração humano é o de ser compreendido, e perceber isto é possibilitar um processo eficaz de comunicação

POSTADO POR : JONAS GOMES MACHADO
REFERÊNCIAS:

www.google.com.br/imagens

www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2004000200015&script=sci_arttext






28 de out. de 2012

Política Sustentavel, Segundo a Monsanto!!



     
                      Política de sustentabilidade Segundo a Monsanto!!   

     A centenária Monsanto foi refundada em 1997 como empresas agrícola. A história dela remonta a 1901. Ao seu passado pertence, entre outras coisas, a fabricação do agente laranja, o famigerado herbicida utilizado pelos militares americanos durante a Guerra do Vietnã. O agente laranja é considerado responsável por graves problemas de saúde de soldados americanos e vietnamitas. Hoje a Monsanto se apresenta como empresa que desenvolve e vende apenas sementes e produtos agrícolas. Entre eles estão sementes de milho e de algodão resistentes a pragas, lançadas no mercado nos anos 1990.

    No caso dessas sementes, "a própria planta produz o veneno", diz Wilhelm. Quando a planta é utilizada para alimentar animais, que, por sua vez, são usados como alimentos por seres humanos, "ingere-se o veneno junto", afirma.  A carne de animais alimentados com produtos transgênicos não é rotulada na maioria dos países. Outro tipo de produto são sementes, por exemplo de colza ou de soja, resistentes aos herbicidas da Monsanto. Esse herbicida mata todas as plantas do local onde é aplicado, exceto aquelas geneticamente modificadas pela Monsanto para serem resistentes a ele.

 
    Essa transnacional está patenteando sementes transgênicas e introduzindo as em países emergentes como o Brasil. Presente em 46 países, a Monsanto se tornou líder mundial em sementes e plantações transgênicas e também uma das empresas mais controvertidas na história industrial. Desde sua fundação em 1901, a empresa foi processada judicialmente inúmera vezes devido à toxidade de seus produtos. Hoje se reinventou como a empresa das “ciências da vida” que se converteu às virtudes do desenvolvimento sustentável.
  Usando de documentos até agora não publicados e os testemunhos de vítimas, cientistas e políticos, reconstitui a gênese de um império industrial construído sobre mentiras, cumplicidade do governo americano, pressões e tentativa de corrupção. A empresa se tornou principal fabricante de sementes do mundo, espalhando seus cultivos transgênicos para todo o planeta em meio à falta de controle em relação a seus efeitos para com o meio ambiente e a saúde humana.
      De acordo com que está escrito no site da empresa ‘http://www.monsanto.com.br/sustentabilidade/politica_sustentabilidade/politica_sustentabilidade.asp”. A Monsanto é uma empresa pioneira no desenvolvimento de tecnologias que auxiliam no aumento da produção de alimentos e na preservação do meio ambiente. Para tanto, a Monsanto desenvolve tecnologias que ajudam a produzir mais com menos, promovendo proteção à biodiversidade e uso racional de recursos naturais.
  
          Para honrar este compromisso, a Monsanto compromete-se a:

  •    Atuar em conformidade com a legislação ambiental vigente no país;

  •       Promover a melhoria contínua dos seus processos internos pela incorporação de novas tecnologias disponíveis que promovam, além da utilização racional dos recursos naturais, a redução e o controle da geração de resíduos, efluentes e emissões atmosféricas; 

  •   Promover, junto à comunidade, funcionários e terceiros, programas conservacionistas e eventos educativos sobre o meio ambiente e potenciais impactos de suas atividades.


     

    Observando a definição do que é Sustentável, porque deve responder ás necessidades da população atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responderem as suas. Será que a Monsanto sabe me responder o que Sustentável? Por segundo essa definição não faz o mínimo sentido. Porque é impossível obter o desenvolvimento econômico de um país sem que cause algum tipo de degradação ambiental, e para ocorrer o desenvolvimento tecnológico e aumentar a produção de alimentos, logicamente provocara uma destruição dos recursos naturais, então podemos observar que essa empresa transnacional  Monsanto utiliza meio subjetivos para enganar a sociedade visando a manutenção da sua produção para assim continuar tirando proveito do controle de exerce sobre os países capitalistas através das sementes transgênicas e continuar envenenado a população mundial.  

POSTAGEM: DANIEL HOLLWEG SALAMONI

BIBLIOGRAFIA: